Um grave retrocesso: reforma trabalhista aprovada!

 

 

Assistimos ontem, 10 de julho, um grave atentado aos direitos dos trabalhadores de todo o Brasil. O Senado Federal, em uma clara demonstração  de descompromisso social, agindo com a frieza que lhe é peculiar, aprovou o projeto de lei que muda mais de 100 pontos da CLT, reduzindo a pó as importantes normas de garantia de direitos trabalhistas contidas nesta Consolidação.

Com a Reforma Trabalhista será possível, por exemplo: contratar terceirizados para atividades-fim, trabalho em regime intermitente, com pagamento por hora, e que grávidas trabalhem em locais insalubres.

 

Órgãos prestigiados, do Brasil e do mundo, como o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio de estudos aprofundados sobre o tema, expuseram a violação de direitos próprios de regimes de escravidão, além das inconstitucionalidades do projeto.

 

Dessa forma, infelizmente, caminhamos em direção ao obscurantismo; vivemos tempos sombrios em que o descaso com a vida e o futuro dos brasileiros torna-se regra. 

 

O trabalho intermitente, aquele em que o trabalhador poderá ser pago por horas ou diária, coloca o brasileiro à margem da legislação trabalhista, tornando os empresários ainda mais poderosos, com ampla propriedade de decisão. Verdadeiro absurdo!

 

Outro ponto, que atinge em cheio o trabalhador brasileiro refere-se a contribuição sindical; agora ela será facultativa.

 

O objetivo é minimizar a atuação dos sindicatos, tornando-os sem força na defesa dos direitos das categorias que representam, deixando a cargo do empresário e do trabalhador as negociações inerentes às relações trabalhistas; será o acordado sob o legislado!

 

Os sindicatos possuem relevante papel na defesa dos trabalhadores, pressionando e negociando com o patrão melhores condições, em justas relações trabalhistas, proporcionando qualidade de vida para milhões de famílias.

 

O SECVGAF, desde o início da tramitação da proposta, tem se mostrado contra o Projeto e lamenta que os parlamentares tenham, mais uma vez, e agora em gravidade absoluta e irreversível, virado as costas para o povo brasileiro.

 

Reafirmamos, porém, nosso compromisso com os trabalhadores em supermercados. 
Não desistiremos da luta! NUNCA!

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