Supermercados contratam estrangeiros para suprir falta de profissionais

  A dificuldade de contratar mão de obra disposta a trabalhar no setor tem feito os supermercados rebolarem. Pessoas da terceira idade e jovens aprendizes são apenas algumas alternativas encontradas. Outra opção que vem ganhando força é contratação de estrangeiros. A concessão de licença para o trabalho permanente no Brasil cresceu mais de 12% no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2013, segundo o Ministério do Trabalho. Nos primeiros três meses de 2014, os estados que mais contrataram pessoas de outros países foram São Paulo (404 concessões), Rio de Janeiro (119) e Ceará (71).

Com três lojas, a rede catarinense Celeiro tem em seu quadro de pessoal quatro estrangeiros: três haitianos e um uruguaio. Eles ocupam cargos de repositores e auxiliar de pacote. Para Jovana Brandt Bedin, gerente de recursos humanos da empresa, esses profissionais demonstram grande interesse pelo trabalho. “Eles valorizam o reconhecimento e são comprometidos”, afirma. O que pode dificultar um pouco o entendimento de tarefas é a língua. “Eles costumam entender bem o português, por isso a maior dificuldade é quando têm alguma dúvida. Quando isso ocorria, no começo, pedíamos que usassem algum sinônimo ou gesto”, conta Jovana.

 

 

Outra dificuldade podem ser algumas diferenças culturais. “Mas isso diminui com o tempo e a convivência por aqui”, avalia. Ela afirma ainda que esses profissionais afirmam se sentir bem acolhidos no Brasil.

Mas o supermercado também precisa estar aberto para entender a história e a cultura do País de onde vem o funcionário estrangeiro. Para Bibianna Teodori, coach e coautora de livros como “Coaching na Prática”, a empresa precisa criar condições para o aprendizado natural do contratado. Ela explica que, ao chegar ao Brasil, os estrangeiros não percebem logo de início as diferenças culturais. “Nesse momento, eles querem conhecer novas pessoas, fazer amizades e, principalmente, aprender a nova língua para se comunicar melhor”, explica. Por isso, é importante estar atento para a motivação continuar em alta após a fase de adaptação.

Fonte: Supermercado Moderno

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