Segurança do trabalhador: uma obrigação de todos

  O Presidente do SECVGAF, Milton melo, é destaque em artigo publicado no Jornal O Povo do dia 16 de setembro. Confira: 

 

A formação de Cipas é um processo de corresponsabilidade de empresas e empregados a favor da saúde e do bem-estar.

 

A segurança do trabalhador é tema prioritário para todos os entes seriamente comprometidos com relações de emprego justas, humanizadas e dentro da legalidade. A Norma Regulamentadora 5 (NR-5) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estabelece uma ação que ocupa papel central neste tema: a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).
 
A formação de Cipas é um processo de corresponsabilidade de empresas e empregados a favor da saúde e do bem-estar. Cabe à Cipa investigar os acidentes e promover e divulgar o zelo pela observância das normas de segurança. É uma iniciativa que traz benefícios para ambos os lados da relação de trabalho: o empregado ganha segurança e saúde e o empregador ganha com o aumento da produtividade. Além, claro, de todos serem beneficiados pelo aspecto humano: um melhor ambiente laboral, saúde e segurança são positivos para qualquer um.
 
A formação destas comissões traz ainda outro efeito benéfico para todos: a democracia. Parte dos integrantes das Cipas é eleita, com todos os empregados tendo direito ao voto. Este processo eleitoral tem comprovadamente impacto positivo nas instituições, pois une a força de trabalho em prol da segurança e torna o tema uma importante pauta de conversas. A democracia carrega consigo a participação, o debate saudável e a integração.
 
No comércio varejista de alimentos, a NR-5 torna a formação da Cipa uma obrigação legal das empresas com mais de 50 funcionários – número alcançado pela maioria dos supermercados de Fortaleza e Região Metropolitana. Nesses casos, não formar uma comissão é ir não apenas contra a segurança do trabalhador, mas também ferir as normas do MTE que regem o trabalho no país.
 
O Secvgaf, sindicato que representa os trabalhadores de supermercados e mercadinhos, entende a importância das Cipas para todas as empresas do ramo, independente de seu porte. Seja em mercados de bairro ou em redes multinacionais, esta iniciativa traz benefícios a empresas e trabalhadores.
 
O sindicato coloca-se à disposição para colaborar e conscientizar os trabalhadores do setor sobre a formação de suas Cipas. É um posicionamento a favor da segurança e da saúde, valorizando, acima de tudo, o ser humano.
 
 
Milton Melo
 
Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Fortaleza e Região Metropolitana (Secvgaf)
 

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